Economia

Agrícola familiar é responsável pela maioria de cereais e 90 porcento de tubérculos produzidos no país

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MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL, MANUEL NUNES JÚNIOR

Foto: Kinda Kyungu

MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL, MANUEL NUNES JÚNIOR

Foto: Kinda Kyungu

O Executivo está a trabalhar para ultrapassar os constrangimentos que existem na produção agrícola familiar e na agricultura empresarial, no que respeita ao conhecimento técnico, organização, infra-estruturas de apoio e acesso aos factores de produção, disse hoje, no Luena, o Ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.

O governante que falava no acto de abertura do primeiro conselho consultivo do Ministério da Agricultura e Florestas, considerou a agricultura familiar como base da agricultura angolana, por ser desenvolvida por camponeses que praticam um sistema baseado na utilização de mão-de-obra familiar.

Referiu que actualmente a produção agrícola familiar é responsável por 80 porcento da produção de cereais, 90 porcento de raízes e tubérculos, e igual percentagem de leguminosas e oleaginosas produzidas no país.

Explicou que a agricultura empresarial compreende investimentos de média e larga dimensão orientados para o mercado e a auto-suficiência alimentar, que permitem desenvolver economias de escala e assegurar produtos competitivos de maior qualidade e com potencial para a exportação.

Ambos são modelos necessários e importantes para o desenvolvimento do país, sublinhou.

No decurso da presente legislatura, disse, o Executivo traçou objectivos no domínio da produção agrícola e da pecuária que vão desde o aumento da produção de produtos que integram a cesta básica, apoio a produção familiar, fomento ao aumento da produção pecuária para a satisfação das necessidades alimentares do país, entre outros.

Na óptica de Manuel Nunes Júnior, estes objectivos serão alcançados, fundamentalmente, pela acção do sector privado, cabendo ao estado o papel de órgão regulador e coordenador do processo de desenvolvimento nacional.

No seu papel de coordenador do desenvolvimento do país, acrescentou, o estado terá como tarefas essenciais, o desenho das cadeias de valor e das fileiras produtivas dos principais produtos agro-pecuários, identificando as oportunidades e as barreiras para o adensamento das respectivas cadeias produtivas.

Quanto ao adensamento das fileiras produtivas, disse ser importante que os empresários nacionais trabalhem juntos, e aconselhou a estabelecerem relações de parceria estratégica com empresários de outros países possuidores de “know how” (saber) e de tecnologias avançadas, para que se possa ter acesso rápido ao melhor mundo que proporciona o domínio empresarial e da tecnologia.

“Aqueles que são capazes de tirar vantagem do conhecimento e da tecnologia existente e disponível no mundo serão os vencedores. Os que não o fizerem ou não forem capazes de o fazer ficam atrás”, sublinhou o governante.

Reconheceu que a província tem condições para produzir mandioca, arroz, ginguba e outros produtos agrícolas em escala suficiente para a melhoria da oferta alimentar local e do país, bem como para a industrialização.

Por isso, pediu para se encontrar sistemas de produção eficazes, eficientes e de baixo custo para a rápida melhoria das condições de vida da população desta região.

Com a duração de dois dias, o encontro decorre sob o lema” Desenvolvimento da Agricultura como Base da Diversificação Económica do País”, está ser orientado pelo Ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, e conta com a participação de representantes das 18 províncias do país.

TPA com Angop/AF

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