Economia

400 milhões de dólares em receitas públicas no Bloco 14

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A Agência Nacional de Petróleo Gás e Biocombustíveis (ANPG) e o grupo empreiteiro do Bloco 14, localizado em Cabinda, assinaram ontem, em Luanda, um acordo para produzir 51 milhões de barris até 2028, com a obtenção de 400 milhões de dólares em receitas públicas.

O acordo, designado Memorando de Entendimento para a Condução da Redemarcação da Área de Desenvolvimento do Bloco14, estabelece novos investimentos de 600 milhões de dólares naquela operação, com base na perfuração de um poço de pesquisa e seis de desenvolvimento que representam uma produção adicional de 50 milhões de barris de crude.
No quadro da nova demarcação, os parceiros decidiram juntar as áreas de produção Kuito e BBLT, que designa Benguela, Belize, Lobito e Tomboco, o que o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulimo Jerónimo, considerou na ocasião ser a meta da parceria que envolve a Sonangol Pesquisa e Produção, bem como os apêndices angolanos da Chevron, Total, Eni e Galp.
Paulino Jerónimo declarou que o acordo vai permitir ajustar a partilha de petróleo-lucro para 80/20 a favor da concessionária nacional, além do incremento da produção, com impacto positivo para os resultados económicos do país. O responsável sublinhou que este acordo se enquadra na estratégia do Executivo que visa atenuar o declínio acentuado da produção petrolífera, bem como a geração de postos de trabalhos.
O director-geral da Chevron, Derek Magnes, que falou em representação do grupo de operadores, disse que o memorando representa um passo significativo para a revitalização da exploração e produção petrolífera no Bloco 14, adiantando que estava a ser negociado há mais de um ano.
Dereck Magnes destacou ainda a abertura e transparência das políticas governamentais que levam a apostar em mais investimentos nesta área de actividade.
O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo, considerou o acordo um instrumento de importância para a estabilização da produção do petróleo no país, aumento da oferta de postos de trabalho e mais uma oportunidade para as empresas nacionais de prestação de serviços.
O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, o vogal da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa e Produção, Carlos Figueiredo, bem como os directores-gerais das operações angolanas da Chevron, Total, Eni, e Galp, Derek Magness, Olivier Jouny, Andrea Giaccardo e Diogo Martins.
FONTE:JA/AG

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