Cultura

Porto homenageia Nelson Mandela em três concertos

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Nelson Mandela é lembrado em três dias de concertos, entre 18 e 20 de Julho, no festival solidário Nelson Mandela Music Tribute (NMMT), em que participam o senegalês Youssou N’Dour, o Soweto Gospel Choir e o cantor e guitarrista cubano Pablo Milanés.

O concerto decorre em Matosinhos, norte de Portugal, e integra dezenas de músicos de referência mundial.
Os portugueses Rui Veloso e Jimmy P também vão ac-tuar no evento, cujas receitas  revertem-se na totalidade para as instituições de beneficência. Actuam, também, os norte-americanos Alfre Woodard e Steven Tyler, num tributo musical, que “visa valorizar o legado de inspiração de Mandela para a mudança social através da paz e do diálogo”, beneficiando a Fundação Nelson Mandela e instituições de beneficência portuguesas locais, incluindo a Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (Apela).
No ano em que se assinalam os 100 anos do nascimento do histórico político sul-africano, o NMMT conta, ainda, com a presença da actriz norte-americana Alfre Woodard, nomeada para os Óscares e premiada com quatro Emmys, da antiga secretária, porta-voz e assessora de Nelson Mandela, Zelda La Grange, bem como do vocalista dos Aerosmith, Steve Tyler, e a sua banda “Loving Mary Band”.
Entre as primeiras confirmações, contam-se o cantor e compositor Bob Geldof, o escritor, rapper e produtor Wyclef Jean. Este tributo, apresentado pela Câmara de Matosinhos e pela Embaixada da África do Sul, juntamente com a Score Music em associação com a “Thirty-Three Productions”, insere-se nas comemorações do 100 º aniversário do nascimento do Prémio Nobel da Paz, nascido em Mvezo, a 18 de Julho de 1918. Para as comemorações do centenário, acrescentou Telmo Fernandes, da organização, o escultor português José Rodrigues doou uma das suas peças para homenagear Nelson Mandela.
Telmo Fernandes, da “Score Music”, entidade responsável pela organização do NMMT em Portugal, afirmou, em comunicado, que este festival “materializa a necessidade de consciencializar as pessoas para o que acontece no mundo e perpetua o exemplo deixado por Mandela, evidenciando a sua história”.
O valor dos bilhetes reverterá 75 por cento a favor da Fundação Nelson Mandela e 25 por cento para instituições de solidariedade social que estão a ser seleccionadas, entre a “Score Music” e a Câmara Municipal de Matosinhos, tendo sido já anunciada como uma das bene-
ficiárias a Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (Apela).
“Pretendemos que o festival seja democrático, e,  até ao final deste mês, os bilhetes têm um custo de 80 euros para os três dias. Depois dessa data, os valores passarão a ser de 40 euros por dia e de 100 euros para os três dias” revelou Telmo Fernandes, da produtora portuguesa do evento, “Score Musi”.
“Há ainda muitas populações que vivem com muito pouco. A iliteracia ainda está presente no mundo e ainda existem muitas crianças a quem lhes é negado o acesso às necessidades básicas”, disse o responsável, adiantando que, através deste festival, pretende-se contribuir “para a mudança e globalizar a filosofia de Nelson Mandela”.
O objectivo do NMMT “é contribuir para a construção de uma sociedade justa que lembre o passado, ouça as vozes, busque a justiça social para todos e apoie a educação e a saúde com um espírito de unidade e paz e esperança para toda a humanidade”, acrescentou a organização.
Um dos políticos mais conhecidos e respeitados do mundo, Nelson Mandela, também conhecido como Madiba, morreu no dia 5 de Dezembro de 2013, aos 95 anos.

Nelson Mandela
Mandela, que esteve preso 28 anos (1962-1990), acusado de sabotagem e luta armada contra o governo racista da África do Sul, tornou-se, em 1994, no primeiro Presidente negro do país, ao ser eleito nas primeiras eleições livres e multirraciais.
Mandela, que em 1993 recebeu o Nobel da Paz juntamente com Frederik de Klerk, governou África do Sul até 1999 e tornou-se num dos principais estadistas do século, como referência na luta contra a segregação racial e visto pelos seus compatriotas como o patriarca da “nação do arco-íris”.
Após o fim do mandato, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos, como o apoio à campanha de recolha de fundos contra a Sida, chamada 46664 – número que evoca a ficha prisional.

Fonte: JA/LD

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