Cultura

Ministra quer Mbanza Kongo como modelo de gestão cultural

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A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, destacou neste domingo, em Mbanza Kongo, a necessidade de se tornar a antiga capital do reino do Kongo num modelo de gestão, conservação e de relançamento do património mundial, que deverá ser aplicado nos demais projectos culturais.

Entrevista à imprensa depois de visitar o Museu dos Reis do Kongo e das ruínas da Se Catedral do Kulimbimbi, Carolina Cerqueira afirmou que a intenção é tornar o Centro Histórico de Mbanza Kongo num modelo de desenvolvimento cultural sustentável e que sirva de guia para as execuções seguintes.

 Carolina Cerqueira avançou que Mbanza Kongo é actualmente um património dos povos e das nações, por corresponder a história de povos de quatros países, deixando, portanto, a esfera nacional para o domínio internacional.

A governante afirmou ainda que o processo de internacionalização do nome de Angola passa, cada vez, por meio da cultura, uma cultura que vive da memória, da dimensão dos movimentos dos grupos culturais, do espírito da paz, da concórdia e da solidariedade e de amizade entre os povos.

Para a execução deste desiderato, a ministra informou que se fará uma aposta na formação de quadros nos domínios da arqueologia, museologia.

Relativamente aos processos do Corredor do Kwanza, Tchitundu Hulu e Cuito Cuanavale, a ministra informou que foi já criada uma comissão que está a trabalhar para apresentar a proposta a Unesco, contando, para o efeito, com o apoio da França, particularmente, entre outros parceiros.

Mbanza Kongo, capital do antigo Reino do Kongo é detentora de um património material e imaterial excepcional. A cidade foi inscrita na lista do Património Mundial da Unesco a 8 de Julho de 2017, durante a 41ª Sessão do Comité deste órgão, que decorreu na cidade de Cracóvia, Polónia.

Dada a importância deste feito histórico, o 8 de Julho foi adoptado como o Dia da Província do Zaire. Nesta data o Comité do Património Mundial da Unesco declarou por unanimidade Mbanza Kongo, vestígios da capital do antigo Reino do Kongo, como património mundial e a sua inscrição na lista consagra o valor universal excepcional de uma propriedade cultural ou natural, para que seja protegida em benefício da humanidade.

O potencial histórico e arqueológico da capital do antigo Reino do Kongo, que mostra um testemunho único e excepcional de uma contradição cultural e de uma civilização, cujo mosaico cultural está tangivelmente associado a eventos e tradições vivas, com ideias e crenças, com trabalhos artísticos e literários de importância universal foram também algumas das referências.

Na cidade, são ainda visíveis as ruínas do Kulumbimbi – indicada pelo Vaticano como a primeira igreja construída na África a Sul do Equador, em 1596, pelos missionários católicos logo a sua chegada à região.

Com uma superfície de 7 mil e 651 quilómetros quadrados, Mbanza Kongo é limitado a Norte com o município do Kuimba e pela RDC, a Sul e a Este com a província do Uíge, e a Oeste com os municípios do Tomboco e Nóqui.

Localizada a 472 quilómetros, a Norte da capital angolana (Luanda), a cidade de Mbanza Kongo conta com uma população estimada em 155 mil e 174 habitantes (dados do último censo) e possui cinco bairros: Sagrada Esperança, 4 de Fevereiro, 11 de Novembro, Álvaro Buta e Martins Kidito.

TPA com Angop/LD

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