Cultura

Gala do Prémio Nacional de Cultura e Artes2017 recheada de emoções

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Sala lotada, ambiente de festa e olhares carregados de ansiedade.

Foi com este cenário, que Angola "brindou", na noite desta quinta-feira, 9 de Novembro, os vencedores das nove categorias do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2017.

A gala de premiação, assistida por distintas entidades políticas e culturais do país, durou pouco mais de duas horas, vividas ao ritmo da dança e da música.

Tudo se iniciou com o grupo de canto coral do Cearte, que teve a honra de interpretar os temas musicais "Yola", "Kaputo Mwangole" e "Tchiunge".

Seguiu-se um momento de dança, a cargo do Ballet Jinga Mbandi, que apresentou a coreografia "Kudima", antes da subida ao palco do violinista Frank de Abreu.

Diante de uma plateia pouco espevitada, este último fez soar o som do violão, trazido de Cuba, nos populares temas do cancioneiro angolano "Muxima" e "Belita".

O ambiente descontraído da gala manteve-se, quando a artista Ana Bela Aia tomou o microfone.

Com uma voz que arrancou palmas da plateia, interpretou "Kauameleli" e "Teu Nome é Um".

Era chegada a vez do instrumentista Nanuto ajudar a "esquentar" o ambiente de festa.

Acompanhado da Banda Movimento, o saxofonista interpretou "Negra de Carapinha Dura" e "Luande", com os quais abriu espaço para a subida ao palco de Legalize.

Habituado aos grandes palcos, Legalize cantou, numa sentada, "Belina", de Artur Nunes, "Semba Lecalu", de Urbano de Castro, e "Kuala Kituxi", de David Zé.

A gala já ia na recta final, quando subiu ao palco a cantora Yola Semedo.

A artista, que se revelou na Banda Impactos 4, teve a honra de encerrar em grande estilo como o tema "Você me Abana", uma noite marcada por reencontros e troca de impressões.

Galardoados valorizam escolha

Pelos bastidores, beijos, sorrisos e abraços "denunciavam" a emoção dos galardoados.

Foi com essas expressões faciais, que Maria Luísa Fançony, vencedora da categoria Jornalismo Cultural, expressou a emoção por constar do leque de premiados.

"É uma sensação muito agradável. Logicamente que nós trabalhamos a vida toda e ninguém está à espera de prémios. Mas quando eles surgem caem realmente muito bem, porque verificamos que o trabalho foi analisado".

Para aquela profissional, a distinção constituiu um momento propício para saudar os jornalistas de todo país, que se dedicam à pesquisa e difusão de conteúdos culturais.

"É uma altura para eu mandar um abraço muito grande a todos os jornalistas que tratam dessa questão nos seus órgãos de comunicação. Se eu puder influenciar de alguma forma, fico muito satisfeita, pela pesquisa, pela dedicação, pela longevidade, como diz o júri. Que eu sirva de exemplo e que isso possa frutificar nas suas carreiras".

O escritor António Fonseca também mostrou-se emocionado com a distinção.

"É um sentimento do reconhecimento, ou seja há um percurso que vamos fazendo, trabalhando sem estarmos à espera de uma distinção dessa dimensão. De qualquer forma, quando alguém olha para aquilo que fizemos e se pronuncia, sem duvida que ficamos gratificados. Consideramos um reconhecimento do júri e da sociedade".

Quem assistiu a gala, do lado oposto, foi o músico Dom Caetano, para quem a cerimónia constituiu um passo bastante importante.

"Marca o renascimento daqueles valores que são importantes na nossa cultura. As nove modalidades estão dentro do mosaico músico-cultural e etno-linguístico da nossa cultura. Todos eles são merecedores do prémio a que foram galardoados e espero que esse reconhecimento seja abrangente a todas as camadas, todos os fazedores de arte".

A seu ver, é importante resgatar os valores que no passado foram de importância vital para cultura nacional, para que a nova geração e as vindouras tenham conhecimentos desses valores.

Premiados

O Premio Nacional de Cultura e Artes 2017 distinguiu o músico Carlos Lamartine, o artista plástico Horácio Da Mesquita, a jornalista Maria Luísa Fançony, o escritor António Fonseca, o realizador Abel Couto, e o grupo teatral Protevida.

Foram ainda distinguidos a equipa de realização das festividades da Nossa Senhora do Monte, a Companhia de dança Contemporânea de Angola e o historiador Emmanuel Esteves (a título póstumo).  

Além dos troféus (estatuetas), galardões e diplomas, os criadores contemplados têm também direito a um valor monetário que ronda, em kwanzas, os 35 mil dólares americanos.

TPA com Angop/LD

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