Cultura

Angola e África do Sul criam novos laços

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O reforço do intercâmbio cultural entre Angola e a África do Sul representa um ganho para os dois povos e a possibilidade de novas parcerias entre os artistas, defendeu a ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus.

A governante, que fez o encerramento oficial da semana cultural sul-africana em Angola, na sexta-feira, no Palácio de Ferro, em Luanda, elogiou a iniciativa, por ter ajudado a mostrar aspectos comuns entre os dois povos, fundamentais na afirmação de uma identidade.
O ministro sul-africano dos Desportos, Arte e Cultura, Nathi Mthethwa, considerou a iniciativa um incentivo no reforço dos laços culturais entre os dois países. “O objectivo principal é reforço das relações culturais, mas decidimos dar, também, mais espaço a outros serviços e bens”, disse.
Durante a cerimónia de encerramento, o governante lembrou a participação de Angola na conquista da liberdade da África do Sul e da Namíbia, destacando o impacto da batalha do Cuito Cuanavale. Por isso deixou um convite à homóloga angolana para participar nas festividades da efeméride em 2020, na África do Sul. “Hoje a África Austral só é uma região livre, graças ao esforço dos angolanos que se sacrificaram no Cuito Cuanavale. Essa vitoria abriu caminho para a libertação da Namíbia e da África do Sul”, recordou.
O presidente da Câmara de Comércio de Angola e África do Sul, Vitoriano Nicolau, disse que o país considera a semana cultural uma vantagem por abrir portas a novas oportunidades. “Os negócios têm uma estreita ligação com cultura. Desde 2017, Angola tem visto um crescimento no domínio dos negócios, mas é preciso estes serem complementados pela componente cultural”, disse.
A iniciativa encerrou com actuações da Orquestra Sinfónica Estrela Vermelha, da Academia de Artes, do músico angolano Gari Sinedima, a “rainha” sul-africana da Maskandi, Busolaphi Gxowa, o Ballet Kilandukilo (Angola) e a Academia de Dança Luthandu (África do Sul).

Fonte: JA/JS

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