Ciência

"Falta de diálogo" está na origem da guerra, diz papa Francisco

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O papa Francisco afirmou hoje que a falta de diálogo ou a exaltação sentida na sociedade ou na política atual estão na origem da violência mundial, salientando ainda que a imigração deve ser encarada unicamente como "um desafio".

O pontífice falava diante de uma plateia de estudantes e professores de uma universidade estatal em Roma.

"A falta de diálogo é o gérmen da guerra", disse Francisco, à plateia reunida no amplo pátio da universidade Roma Tre.
Em resposta a algumas perguntas colocadas por estudantes, o papa falou sobre alguns dos temas que marcam a atualidade, como a violência e a imigração.

Francisco descreveu uma sociedade onde "os tons subiram", seja na rua ou em casa, e onde há "uma violência verbal na hora de falar".

"E esta violência cresce e chega a uma violência mundial", lamentou o papa, que reforçou: "Estamos em guerra. Esta é uma terceira guerra mundial em pedaços", exclamou.

Francisco frisou ainda a exaltação sentida nas declarações trocadas por políticos nos 'media' e nos debates durante as campanhas eleitorais.

"Nunca a política foi tão baixa" e, portanto, "o sentido da construção social, da convivência social está perdido, porque a convivência social é construída com o diálogo", destacou.

Durante esta visita, Francisco falou igualmente sobre o flagelo da imigração na Europa e assegurou que as vagas migratórias "não são um perigo mas sim um desafio para crescer".

Entre os estudantes universitários presentes neste encontro estava Nour Essa, uma microbióloga de 31 anos que estava no grupo de 12 refugiados sírios que o papa trouxe em abril de 2016 para o Vaticano após uma visita à ilha grega de Lesbos.

A estudante em questão perguntou ao papa sobre "o medo" que é sentido em relação aos imigrantes.
"Quantas invasões teve a Europa? A Europa tem sido construída pelas invasões e vagas migratórias. (...) As migrações não são um perigo, mas sim um desafio para crescer. E diz isto uma pessoa que vem de um país onde mais de 80% são imigrantes", afirmou.

O papa assinalou ainda a importância da integração das comunidades de imigrantes.
"A sua cultura é uma riqueza para todos nós. Eles recebem a nossa cultura e nós recebemos a cultura deles. E isto elimina o medo", disse.

Em forma de conclusão, Francisco afirmou que não tem medo dos imigrantes, mas sim dos "criminosos" e esses são de todos os países.

Fonte: NM/EG

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