Ciência

Cientistas detectam fenômeno raro que ajudará a medir a expansão do universo

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Uma equipa de astrônomos considera que poderá contribuir para calcular a velocidade de expansão do universo após ter descoberto uma supernova amplificada por uma lente gravitacional, um fenômeno astrofísico extremamente difícil de ser detectado.

A Agência Europeia Espacial (ESA, sigla em inglês) informou nesta quinta-feira em um comunicado que uma equipe internacional liderada por astrônomos da Universidade de Estocolmo, na Suécia, descobriu uma supernova do tipo "Ia" a 4,3 bilhões de anos luz da Terra, que foi batizada como iPTF16geu.

O que torna esta supernova interessante para os cientistas é que ela apresenta uma caraterística muito rara: se encontra atrás de um objeto de grande massa e, no entanto, pode ser observada da Terra, graças ao que se conhece como lente gravitacional.

Este fenômeno, previsto pela teoria da Relatividade de Einstein, acontece porque a gravidade desse grande objeto interposto faz com que a luz sofra um desvio, circulando o obstáculo e traçando uma suave curva côncava.

O extraordinário é que a imagem da explosão estelar não volta a convergir completamente e, neste caso, podem ser observadas da Terra quatro imagens da supernova, dispostas em formato circular, gerando o que tecnicamente é chamado de Anel de Einstein.

"A luz desta supernova específica foi curvada e magnificada pelo efeito da lente gravitacional de tal forma que se dividiu em quatro imagens separadas", explicou a ESA.

Essas quatro imagens, segundo o comunicado da agência europeia, "se encontram em um círculo num raio de apenas 3 mil anos luz ao redor da galáxia que funciona como lente, o que as converte em uma das menores lentes gravitacionais extragalácticas que já foram descobertas".

Encontrar supernovas curvadas por lentes gravitacionais é "extremamente difícil" segundo a ESA, já que é necessário o perfeito alinhamento de dois objetos no universo e porque essas explosões estelares, por definição, são visíveis somente por um curto período de tempo.

"A descoberta da iPTF16geu é realmente como encontrar uma agulha em um palheiro. Isto nos revela um pouco mais sobre o universo, mas, principalmente, sugere um montão de novas perguntas científicas", disse Rahman Amanullah, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Estocolmo.

Mas as imagens tomadas pelo telescópio espacial Hubble e outros telescópios terrestres supõem algo mais que um fenômeno raro.

Segundo os especialistas, que publicaram seu trabalho na revista "Science", as imagens podem contribuir com uma informação muito valiosa sobre "a expansão do universo".

De fato, está será a primeira vez que um grupo de astrônomos estudará imagens de uma supernova deste tipo magnificadas por uma lente gravitacional, algo que pode fornecer "mais pistas sobre a velocidade em que o universo está realmente se expandindo".

O professor Ariel Goobar, autor principal do estudo e professor da Universidade de Estocolmo, garantiu que esta descoberta representa um "grande progresso".

Na atualidade, os astrônomos estão medindo com exatidão a distância em que se encontra iPTF16geu e a diferença de tempo que a luz de suas distintas imagens chega à Terra.

A defasagem entre as imagens pode servir para calcular a constante de Hubble, isto é, a velocidade em que o universo se expande.

Isto é "particularmente crucial", reiterou a ESA, já que foram detectadas discrepâncias entre as medições de seu valor na atualidade e em estágios iniciais do universo.

Fonte: EFE/LD

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