Ciência

Câncer e problemas cardíacos são principais causas de morte em Cuba

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Com uma expectativa de vida de 79 anos, uma das mais altas da América Latina, a maioria dos cubanos morre por doenças cardíacas e tumores malignos, segundo dados oficiais publicados nesta segunda-feira.

Das 99.399 mortes que ocorreram em 2016, 49,1% foram devido a essas duas causas, aponta o Anuário Estatístico de Saúde de 2016, publicado pelo site Infomed (www.sld.cu).

Além do câncer e dos problemas cardíacos, que juntos provocaram mais de 48.700 falecimentos em 2016, as causas de morte mais frequentes na ilha são as doenças cerebrovasculares, gripe e pneumonia, assim como os acidentes, incluindo os de trânsito, que deixaram mais de 5.505 falecidos no ano passado.

Outras causas são as doenças cronicas das vias respiratórias, do sistema circulatório, a diabetes, a cirrose e outras doenças do fígado, e os suicídios.

Tratam-se de doenças não transmissíveis relacionadas aos maus hábitos de vida como o tabagismo e o alcoolismo, e que segundo a Organização Mundial da Saúde se tornarão as principais causas de deficiência no mundo em 2020 e os maiores gastos dos sistemas de saúde.

"As estatísticas citadas mostram que Cuba não escapa deste contexto, e por isso é essencial insistir na prevenção, em que a população adquira estilos de vida saudáveis, e em que sejam implementadas cada vez mais políticas de saúde focadas em diminuir estes factores de risco", disse o jornal Granma ao comentar os dados.

"Embora a prevalência global do tabagismo em nosso país tenha diminuído, em determinados grupos etários, como nos adolescentes, aumentou o consumo de cigarro, de acordo com os resultados da Pesquisa Nacional de Tabagismo em Jovens, de entre 13 e 15 anos de idade, realizada em 2010", acrescentou.

Os suicídios, que foram 1.429 em 2016, registaram uma tendência descendente em relação aos 1.845 ocorridos em 2000.

Com uma população de 11,2 milhões de habitantes, Cuba tem uma das expectativas de vida mais altas da América Latina, atrás apenas do Chile (80 anos) e da Costa Rica (79,6), segundo a Organização Mundial da Saúde.

Fonte: AFP/LD

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