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Selecção Nacional de futsal faz história no campeonato

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À terceira foi de vez! Duas edições depois de ter falhado o objectivo em participações no Campeonato Africano das Nações (CAN), a Selecção Nacional alcançou este ano a inédita presença nas meias-finais da maior cimeira do futsal continental, ao lograr a segunda posição do Grupo B da prova que decorre em Laâyoune, Reino do Marrocos, até 7 do corrente.

Doze (12) anos depois de ter ficado próximo do feito no CAN de 2008, organizado e ganho pela Líbia, ao terminar na terceira posição, com sete pontos, e quatro anos depois da pior prestação em 2016, na África do Sul, o “cinco” nacional quebrou o enguiço ao assinalar um registo de realce em terras magrebinas.
O feito histórico coloca Angola entre as quatro melhores selecções do campeonato e com fortes probabilidades de concretizar o tão ansiado desejo de marcar presença no próximo Mundial, agendado para Setembro deste ano, na Lituânia.
Mas para tal, o combinado nacional precisa de no mínimo, conquistar um dos três lugares do pódio da prova.
Uma avaliação ao percurso na primeira fase permite perceber a evolução significativa desportiva de Angola nos últimos quatro anos. Os números já amealhados na presente edição, superam os colhidos nos dois campeonatos anteriores.
Em 2008, ano que marcou a estreia do país numa fase final do CAN, os pupilos de Benvindo Inácio realizaram apenas quatro jogos (contra os actuais cinco), venceram dois e empataram um, totalizando sete pontos. Quedaram-se na terceira posição e, nesse campeonato, deixaram escapar a qualificação às meias-finais, por um escasso ponto.
A pior aparição do combinado angolano aconteceu na África do Sul, em 2016, com saldo de três jogos duas vitórias e igual número de derrotas, naquele que foi o CAN que registou o maior número de participações, 13 no total, depois de a prova da Líbia ter sido reduzida a 10 países. As edições de 1996 e de 2000 foram as menos representativas, com apenas cinco e quatro selecções, respectivamente.
Na presente edição, a selecção soma duas vitórias e uma derrota. Marcou 12 golos, sofreu oito e logrou seis pontos.
Em três participações, os angolanos acumulam até agora 11 jogos, sendo um empate, seis vitórias e quatro derrotas. Marcaram 50 golos e sofreram 44. O maior triunfo até agora conseguido por Angola no CAN aconteceu na edição de 2008, frente a África do Sul, por 8-4, ao passo que a maior derrota foi diante da Zâmbia, curiosamente, também por 8-4.
Quarta feira , diante do Marrocos, Angola assinala o jogo 12 no CAN. Se for capaz de vencer, somará no global, o sétimo triunfo em fases finais da prova e poderá festejar a inédita presença na final, mas se a equipa mostrar-se impotente para derrubar o campeão em título no seu próprio reduto, averbará a quinta derrota e terá de disputar o terceiro lugar do pódio.

Melhor marcador revela ambição no título

O jovem ala da Selecção Nacional, Jó, acredita que Angola pode ser campeã. Melhor marcador do “cinco” angolano, com quatro golos, o atleta considera haver possibilidades do grupo fazer história no CAN de Marrocos.
“O objectivo é sair daqui com o troféu, porque não é apenas a qualificação para o Mundial que queremos”, disse o atleta de 21anos, acrescentando em seguida estar confiante na vitória.
Prosseguindo, exteriorizou: “o objectivo é ganhar o CAN. É isso que conversamos entre nós. Se Deus quiser podemos ganhar, mas se não for a sua assim será”, disse, o camisola 11.
Instando a analisar o adversário da meia-final, Marrocos, Jó admitiu que vai ser um jogo de elevado grau de dificuldade, mas, ainda assim, garantiu que a equipa está disposta a “dar tudo em campo” se for possível.
“O Marrocos é um adversário extremamente difícil, mas estamos aqui para dar o nosso melhor. Vamos dar tudo porque o jogo só acaba quando o árbitro apita para o final”, assegurou.
A finalizar, o jogador referiu, que a goleada frente à Guiné Conacri, por 5-1 no fecho da fase de grupos, demonstrou a capacidade da equipa de Angola.

Fonte: JA/JS

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