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Angolano Miguel Rodrigues é campeão de MMA na Rússia

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Foto: Platinaline

Foto: Platinaline

A residir na Rússia desde 2015, o angolano Miguel Rodrigues Espadafora é um atleta do clube profissional Batyr, da cidade de Sterlitamak, na república Bascortostan, que, em entrevista cedida ao PLATINALINE, falou sobre as vicissitudes por que passou até se tornar campeão de MMA dos jogos euro-asiáticos.

O atleta começou começou a praticar MMA por intermédio de vários convites que recebeu de amigos com quem viajou para a federação russa para dar continuidade aos estudos, com o único objectivo de aprender a lutar. O seu nome atlético é Tubarão Negro, atribuído pelo presidente do clube, por ser o único negro na equipa, o que também despertou alguma curiosidade ao líder, que procurou obter mais informações sobre Angola.

“O presidente disse que, por causa da minha presença no clube, descobriu muito sobre o nosso país. Quanto ao meu nome, Tubarão Negro, se baseou no nosso grande Oceano Atlântico, do qual o animal mais perigoso é o tubarão, para fazer a distinção, para, desta forma, representar o continente africano e principalmente Angola no mundo. O meu trajecto no MMA a nível profissional foi cheio de barreiras, por conta de inúmeras competições que são proibidas para os estrangeiros pela federação, e estes têm muitas limitações no que diz respeito à presença em diversas actividades, incluindo em competições de grande nível. Quando o meu mestre falou comigo sobre a ideia de lutar profissionalmente, na minha cabeça só sentia o cheiro da jaula o “octógono” e a sensação de estar lá consumia-me por completo”, contou.

O campeão disse ainda que participou apenas em competições realizadas a nível do Estado para as diversas etapas das artes marciais e sempre esteve presente no pódio, acrescentando que se sente sortudo, porque tinha tudo para dar errado na sua carreira, devido à forte crise que abala Angola, o que faz com que muitos jovens com quem viajou regressassem à terra natal, o que não foi o seu caso, e sente-se privilegiado por todo apoio e carinho que tem recebido dos seus irmãos angolanos que também residem na Rússia, bem como dos colegas e principalmente do seu mestre.

Fonte: Platina Line / EB

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