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África discute para-jogos africanos

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Desde a primeira participação de Angola nos Jogos Panafricanos1999, na África do Sul, África poderá organizar, 20 anos depois, o seu próprio evento num modelo semelhante ao dos Jogos Paralímpicos que junta, uma de cada vez, numa mesma cidade, olímpicos e paralímpicos.

A decisão resultará de uma reunião entre o Comité Paralímpico Africano (APC-sigla em inglês) e a União Africana (UA) a realizar-se segunda e terça-feira, no hotel Baia, em Luanda.

Prevista para o último trimestre de 2019, a competição africana inédita pode ter como palco a África do Sul, Congo Brazzaville, Marrocos ou Egipto, pelas respectivas condições de infraestruturas

Os intervenientes irão refletir e depois decidir pela manutenção do actual modelo de disputa dos Jogos Panafricanos em que os atletas deficientes participam na condição de convidados ou pela realização de um evento próprio.

Até agora tem sido o país organizador  a decidir que modalidades inclui no programa dos jogos ao nível dos adaptados, contrariando, geralmente, os objetivos do APC tendo em conta factores como: desenvolvimento, massificação de modalidades, qualificação em campeonatos do mundo e Jogos Paralímpicos.

As vantagens para o APC com a realização do seu próprio evento continental assenta no facto de serem as comissões técnicas das associações nacionais (NPCs) a decidirem o número e que modalidades devem ser incluídas. O evento passa a ser qualificativo aos Jogos Paralímpicos, esperando-se que seja assim já para a edição de Tóquio2020.

Outro aspecto importante é que caso se organize os Para-jogos Africanos os atletas não terão obrigatoriamente de buscar qualificação para os Jogos Paralímpicos em provas disputadas em outros continentes, facto que acarreta elevados custos financeiros.

Proposta do presidente do APC, o angolano Leonel da Rocha Pinto, a disputa dos primeiros jogos africanos para atletas deficientes foi decidida na Assembleia-geral eleitoral da organização, decorrida em Abril de 2017, em Luanda.

A África é o único continente que não organiza esta prova multidisciplinar que contribui para o aumento da visibilidade do movimento paralímpico no mundo.

A União Africana (UA) é uma organização internacional que promove a integração entre os países do continente nos mais diferentes aspectos. Fundada em 2002, é sucessora da Organização da Unidade Africana, criada em 1963.

Fonte: Angop/LD

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