Futebol Nacional

Hoje há dérbi de parar corações

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Em época de clara fartura competitiva, 1º de Agosto e Petro de Luanda, as maiores potências do desporto angolano, do futebol em particular, voltam a pisar hoje, às 16h00, o relvado do Estádio Nacional 11 de Novembro para a disputa do clássico 79, o jogo de cartaz da 11ª jornada do Girabola, com arbitragem do trio FIFA chefiado por Hélder Martins.

O emparceiramento mais aguardo pelos adeptos no país chega numa fase em que os arqui-rivais preparam a estreia, na primeira presença em simultâneo, na fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos. A série de vitórias dos clubes serve de chamariz para uma romaria do público à nova catedral.

As memórias do último clássico dos clássicos trazem imagens de um despique aceso debaixo de chuva, a 7 de Abril, que pecou apenas pelo facto de ter terminado sem golo, cenário que beneficiou os rubro e negros na conquista do quarto título consecutivo, por força da vitória na primeira volta.
Os números continuam a pender para o lado dos petrolíferos, detentores de 31 vitórias, contra 25 dos militares e 22 empates. No palmarés do Girabola, a vantagem é igualmente do clube do Eixo Viário, com 15 troféus, quando o colosso do Rio Seco, 13 conquistas, persegue o “penta”, de modo a alcançar o adversário no registo de cinco títulos seguidos.

Emoção e civismo
Os adeptos dos dois clubes têm sido os vencedores nos últimos frente-a-frente dos gigantes, pelo comportamento cívico e urbano adoptado antes, durante e depois dos desafios, com a particularidade de saírem do estádio de mãos dadas, independentemente do resultado. Além da casa cheia, ou na pior da hipótese bem composta, deseja-se a reedição da manifestação de cidadania, na certeza de que a rivalidade está longe de criar inimigos.
A passada goleadora das equipas permite antever uma disputa aberta e renhida, bem à imagem da filosofia de jogo dos dois treinadores, devotos do futebol de ataque. Dragan Jovic, obreiro do crescimento competitivo do 1º de Agosto, nos últimos cinco anos, tem experiência suficiente na prova para encarar o rival com naturalidade, confiança replicada por Antonio Cosano no Petro de Luanda, agora mais senhor do seu destino, por ter iniciado a época.
A julgar pela produção dos emblemas, estão reunidas as condições para uma tarde de emoções intensas, dentro das quatro linhas e na bancada, em mais uma boa propaganda do futebol angolano, que ganha visibilidade no continente e no mundo.
Sem Zito Luvumbo, uma das referências do Mundial de Sub-17 em curso no Brasil, os militares, líderes com 27 pontos, devem apostar no grosso das suas primeiras escolhas, depois da recuperação de Ary Papel e Kila, que durante a ausência permitiram a afirmação de Nelson da Luz e Mongo, desequilibradores nos últimos triunfos.
Do Catetão chega uma mensagem de coerência e certeza no trabalho desenvolvido. O nome e o peso do adversário não interferem nas escolhas, por isso a equipa inicial dos tricolores, agora terceiros classificados, 23 pontos, mantém os titulares, cenário que afasta a possibilidade de Herenilson, jogador em final de contrato, deixar o banco e formar dupla com Além, no meio-campo.

Fonte: JA/LD

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