Futebol Nacional

D´Agosto proibido de perder

dd

À procura da estreia a vencer no Grupo A, o 1º de Agosto joga hoje às 17h00, frente ao TP Mazembe, no Estádio Nacional 11 de Novembro, com garantia de casa cheia, uma cartada decisiva para a continuidade na 24ª edição da Liga dos Clubes Africanos de Futebol, por forma a manter intacta a ambição de chegar à fase seguinte da competição.

O terceiro frente-a-frente entre os dois emblemas, no espaço de um ano, chega amparado por um histórico de total equilíbrio, mas com a balança a pender a favor dos militares do Rio Seco, tetra-campeões do Girabola, que há duas épocas surpreenderam o continente, mercê da passagem às meias-finais em plena cidade de Lubumbashi, “bastião” até então inexpugnável do colosso da República Democrática do Congo.
Relegados ao segundo lugar no Campeonato Nacional, pelo arqui-rival Petro de Luanda, que amanhã joga com semelhante pressão no reduto do Wydad Casablanca de Marrocos, os rubro e negros às ordens do bósnio Dragan Jovic apelam ao passado recente, que faz alertas de perigo ao comandante isolado da série, com seis pontos.
Último classificado, fruto do empate caseiro (1-1), frente ao Zesco United da Zâmbia, e a derrota (0-2), na visita ao Zamalek do Egipto, sem nervo competitivo, o embaixador angolano está obrigado a capitalizar ao máximo a condição de visitado, com vista a abandonar a parte baixa da tabela. Devis Omweno (Quénia) chefia a equipa de arbitragem integrada pelo compatriota Gilbert Cheruiyot e Dick Okello (Uganda).
A dupla jornada de 15 e 21 de Setembro de 2018 contrariou a lógica da vitória antecipada do mais forte. Na pele de David, o 1º de Agosto do sérvio Zoran Maki, hoje no comando do Wydad, deixou prostrado o poderoso Golias, um TP Mazembe traído pela soberba, após vestir a capa do favoritismo, sem admitir a possibilidade de ser contrariado por uma equipa sedenta dos holofotes da ribalta, apesar do modesto currículo africano.
Dominado em Luanda, numa partida que terminou em 0-0, com Ibukun a esbanjar duas oportunidades de golo no início, o 1º de Agosto foi ao Congo Democrático decidir uma eliminatória dada como perdida. Tony Cabaça, guarda-redes afastado da equipa, por quebra de rendimento, foi o herói, ao defender os penaltes de Malango e Mputu Mabi, na igualdade (1-1) selada por Mongo, na cobrança de livre à entrada da área, a castigar falta sobre Geraldo (Al Ahly do Egipto), que desfez a vantagem criada pelo promissor Jackson Muleka, a grande referência do plantel liderado tecnicamente por Pamphile Mihayo Kazembe.
O choque de extremos (último com o primeiro) traz vários repetentes. Os militares, que viram sair ainda Mingo Bille, Guelor, Show e Jacques Bituma, voltam a contar com Isaac, Bobó, Masunguna, Mário, Macaia Buá e Mongo. Mabululu, principal referência ofensiva, Lionel Yombi e Kila formam o trio de estreantes, enquanto Ibukun fica de fora por ter sido expulso no Cairo.
Do lado dos congoleses, repetem a chamada Gbohouo, Issama, Mondeko, Chongo, Wonlo, Koffi, Likonza, Ushindi, Muleka, Sinkala e Kabala. O experiente Patou Kabangu aumenta a força do ataque privado dos préstimos do irreverente Mputu Mabi, ausente por alegado problema disciplinar interno.
Estão reunidas as condições para uma disputa acesa, hoje na versão africana do “boxing day”, a tradição inglesa de jogos de futebol após o dia de Natal.

Segurança redobrada para evitar embaraços

A presença do TP Mazembe em Luanda é sinónimo de lotação esgotada do Estádio 11 de Novembro. Para evitar os transtornos registados o ano passado, com a avalanche humana que provocou cinco mortos entre os adeptos, o 1º de Agosto redobrou as medidas de segurança.
A Confederação Africana destacou dois oficiais encarregues de verificar a lotação e escoamento do recinto desportivo, Josua Andries Hoebeb (Namíbia) e Xolile Nokuthula Vilakati (e-Swatini), visando garantir que a organização criou as condições necessárias para a tranquilidade dos espectadores antes, durante e depois do desafio. O jornalista angolano Sílvio Capuepue é o responsável pela imprensa.
Os acontecimentos de há um ano levaram o Ministério da Juventude e Desportos a anunciar a tomada de uma série de medidas, sobretudo a demolição de muros erguidos no interior da vedação do estádio, medida ainda por efectivar. Os peões entram e saem do recinto por portões diferentes dos utilizados pelos utentes de viaturas.

Fonte: JA/JS

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo