Futebol Nacional

1º de Agosto protesta e espera repetição do jogo

dd

O 1º de Agosto apresentou já um protesto junto da Confederação Africana de Futebol (CAF), com conhecimento da FIFA, pelas irregularidades criadas pela equipa de arbitragem, liderada pelo zambiano Janny Sikazwe, na derrota por 2-4 diante do Esperance de Tunis, no desafio da segunda mão das meias-finais da Liga dos Clubes Campeões Africanos.

Segundo o presidente do clube militar, Carlos Hendrick, que falava ao canal desportivo da Rádio Nacional de Angola (rádio cinco), pretende-se com este protesto que a CAF, além de penalizar os árbitros, anula a partida no sentido agendar o desafio num campo neutro.

Além das decisões polémicas do juiz, de acordo com o dirigente rubro-negro, foram criadas várias situações incomuns, quer pelos adeptos quer mesmo pela direcção do clube tunisino, que, além de meterem em causa a integridade física dos atletas e dirigentes angolanos, influenciaram directamente no resultado final.

Durante o desafio os adeptos da formação caseira começaram a lançar substâncias nocivas (fumaça) ao redor do retângulo do encontro, bem como entravam em confronto com as forças da ordem, sobretudo depois dos "Agostinos" inaugurarem o marcador, aos nove minutos por Geraldo.               

Assim, o “homem” do apito, talvez temendo a eliminação da turma local, entrou em acção, cortando quase todas as jogadas limpas dos agostinos, que ainda se viam admoestados severamente com uma “chuva” de cartões amarelos.       

Desta forma, o pior foi a sequência de tomadas de decisões incongruentes, numa clara demonstração de favorecimento aos caseiros, deixando atónito e sem possibilidades de alterar o rumo dos acontecimentos aos jogadores e equipa técnica do 1º de Agosto.     

O que se observou foi um autêntico escândalo e atentado ao futebol, tudo na ânsia do zambiano Janny Sikazwe, veladamente, prejudicar o esforço e empenho honesto do emblema “militar” angolano, que em honra devia se qualificar.  

O cúmulo foi mesmo a anulação de um golo, do defesa Bobó, por alegado empurrão ao guarda-redes contrário, quando as imagens mostram jogada limpa. Este tento, mal anulado, mudaria o rumo dos acontecimentos, porque o resultado ficaria 3-3, quando estavam decorridos quase 80 minutos.   

O 1-0 da primeira mão foi insuficiente para os militares atingirem a final inédita.

Fonte: Angop/LD

PUBLICIDADE
voltar ao topo

o tempo