Basquetebol

Angola na rota para o mundial da China

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Em observância a novos métodos da FIBA, Angola vê-se abraços, pela primeira vez na história, com a necessidade de disputar o apuramento ao mundial por período longo, com partidas dentro e fora do país, numa altura em que a selecção nacional tem dado indícios de decréscimo da sua capacidade, qualidade e consequentemente no domínio da modalidade a nível do continente.

A longa caminhada tem termo marcado para Fevereiro de 2019 e a extensão da equipa nacional ao período previsto só depende da sua prestação, visto ter a oportunidade de “evoluir” diante do seu público, dez anos depois, e certamente que o apoio do 13º jogador não irá faltar no moderno pavilhão Multiusos do Kilamba, em Luanda.

A primeira volta do torneio de qualificação do grupo C (Angola, Marrocos, Egipto e RD Congo) inicia sexta-feira (dia 24), na capital angolana, e decorre até 26 deste mês, estando reservado aos anfitriões o encerramento das três jornadas, a partir das 18:00, factor que propicia tempo para os aficionados acorrerem ao recinto de jogos, após a jornada laboral, e ajudar a “levar” a equipa ao seu oitavo mundial.

William Voigt, técnico norte-americano a apenas 10 dias no comando da selecção, tem a árdua tarefa de resgatar a mística do basquetebol nacional e “obrigatoriamente” manter o ciclo de presença angolana nesta montra, “China2019”.

Para o efeito, o terceiro seleccionador no curto espaço de dois anos deve trabalhar, entre outros aspectos, no sentido de suprir efeitos malévolos no seio de um grupo que nos anteriores consulados (Moncho Lopez e Manuel Silva “Gi”) se mostrou propenso a disseminação de factores que atrapalham grandemente o desempenho de uma equipa na alta competição.

Em ocasiões consecutivas (2015 e 2017), o “papão” revelou-se incapaz de provar em campo a superioridade que granjeou ao longo de décadas, permitindo que se lhe retirasse do pódio continental, onde fizera moradia desde 1983 quando atingiu pela primeira vez o segundo lugar no Afrobasket de Alexandria, no Egipto.

No entanto, com os novos adventos da FIBA, espera-se que todos os males estejam ultrapassados e a equipa tenha somente as atenções viradas para o grande desafio.

Os angolanos entram em cena no princípio da noite de sexta-feira, diante dos marroquinos, adversário de má memória para os hendeca-campeões continental nos últimos tempos, sobretudo pela derrota (53-60) no Afrobasket2017, em Dakar (Senegal), que relegou Angola ao segundo lugar da série.

A anteceder, realizar-se-á, a partir das 15:30, o jogo entre egípcios e congoleses democráticos, marcando o arranque oficial do torneio de Luanda, no qual a selecção nacional entra com algum índice de favoritismo teórico, e não só, apesar das vicissitudes registadas ultimamente em provas do género.  

Segue-se na rota dos angolanos o Egipto, sábado, e a RD Congo, domingo, selecções que de forma geral se considera terem dado bons indicadores no campeonato africano das nações deste ano, comparativamente à fraca prestação da equipa angolana.

Marrocos, quarto classificado na prova continental, e RDC (6º) demonstraram possuir recursos para ombrear com qualquer um, ao derrotarem as congéneres de Angola e da Nigéria, então potenciais candidatas ao título no campeonato co-organizado pelo Senegal e a Tunísia.

Coincidentemente, RDC, Angola e Egipto ocuparam, respectivamente, a sexta, sétima e oitava posições no Afrobasket2017, registo muito mais negativo para a selecção nacional, pois a formação egípcia, a passar por reestruturação, há muito tem alternado entre boas e más participações, enquanto o Congo deu salto qualitativo no seu histórico.

Por outro, deve-se ter em conta que as qualidades técnico-tácticas dos egípcios podem em certa altura vir ao de cima, “transformando” os faraós na difícil selecção dos tempos idos, daí que se aconselha a não descurar o facto de o Egipto ter ficado na pior posição (8ª) no último Afrobasket, entre os quatros concorrentes da série C na qualificação ao mundial.

O apuramento era feito por via do campeonato continental, vulgo Afrobasket, que decorresse no período mais próximo a realização de um mundial, e os três primeiros classificados apuravam-se directamente, mas doravante o percurso obedecerá formato bem mais complexo. Mas África ganha mais dois representantes em relação aos três anteriores.

Angola estreou-se num mundial em 1986, na Espanha, e até a presente data apenas falhou a edição de 1998 na Grécia, tendo representado com certa dignidade o continente nas provas da Argentina1990, Canadá1994, Indianapolis2002, Japão2006, Turqui2010 e Espanha2014.

A “corrida” africana envolve as 16 selecções que disputaram o Afrobasket2017, divididas em quatro grupos de quatro, as quais disputam a primeira volta de forma alternada, sendo que as séries A e C jogam agora, em Novembro, enquanto a B e D fá-lo-ão em Fevereiro de 2018.

A segunda volta acontece toda em Junho próximo e passam à outra fase as três primeiras de cada grupo (12), formando duas séries de seis selecções cada, que de Setembro de 2018 a Fevereiro de 2019 se defrontam na segunda etapa da qualificação, a fim de encontrar os cinco apurados.

Qualificam-se os dois primeiros de cada grupo de seis e o melhor terceiro classificado desta última fase do apuramento.

Em simultâneo com Luanda, Yaounde acolhe, de sexta-feira a domingo, a eliminatória do grupo A, constituído pelo anfitrião, Camarões, a campeã africana em título (Tunísia), a Guiné e o Tchad.

Nigéria, Mali, Uganda e Rwanda (grupo B) e Moçambique, Senegal, Cote d’Ivoire e República Centro Africana (grupo D) entram em acção em Fevereiro próximo.

Reprodução: Angop/LD

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